O encontro com Alzira Amui: conversa com a família de Eurípedes Barsanulfo
Tem momentos de viagem que a gente não consegue explicar num folheto. Um deles acontece em Sacramento, no terceiro dia da nossa expedição de novembro: o grupo visita o Colégio Allan Kardec em companhia de Alzira Amui, sobrinha-neta de Eurípedes Barsanulfo — ou seja, alguém que cresceu ouvindo em casa a história do educador que fundou a escola em 1907.
Neste texto, eu conto quem é ela, o que está confirmado sobre a sua história e como é o encontro com o nosso grupo. Sem inventar nada, porque memória de família merece esse respeito.
Quem é Alzira Amui
O nome completo é Alzira Bessa França Amui. Ela é sobrinha-neta de Eurípedes Barsanulfo, o educador, jornalista e vereador de Sacramento que fundou o Colégio Allan Kardec em 31 de janeiro de 1907 — a escola referida como o primeiro colégio espírita do Brasil.
Alzira é coordenadora pedagógica da escola que dá continuidade ao legado educacional de Eurípedes. Ou seja: ela não guarda apenas a memória de família; ela trabalha, no dia a dia, na instituição que mantém vivo o trabalho dele, mais de um século depois. Também é ligada ao Grupo Espírita Esperança e Caridade.
E há um registro público bonito: em maio de 2025, ela foi homenageada pela Câmara Municipal de Sacramento com o Cartão de Prata. Alzira também é autora de texto sobre o educador.
O que é o encontro na caravana
Vou ser honesta sobre o formato, porque é assim que a gente trabalha: o encontro é uma visita ao Colégio Allan Kardec, agendada no roteiro do terceiro dia da expedição, com uma conversa sobre a memória de Eurípedes Barsanulfo.
Cada visita tem o seu tempo e o seu clima, e o conteúdo da conversa não segue roteiro fixo publicado — é um encontro de gente com gente, dentro da escola onde a história aconteceu. Por isso a gente não promete palestra com tema tal, e sim o que realmente é: a chance de ouvir, de quem carrega esse nome de família, como essa memória é guardada e vivida ali.
Por que esse momento marca tanto
Eu já acompanhei grupos nessa visita, e o que mais toca é a continuidade. Não é um museu parado: é uma escola funcionando, com uma coordenadora pedagógica que é da família do fundador. A gente anda pelo colégio fundado em 1907 e entende que aquilo ali não é só passado — é um trabalho que atravessou gerações.
Para quem estudou a vida de Eurípedes — e a gente recomenda fortemente a leitura de quem foi Eurípedes Barsanulfo antes da viagem —, ouvir a família dele falar da memória dele coloca a história em outro lugar. Sai do livro, ganha voz.
E vale lembrar, como sempre: a parte mediúnica da história de Eurípedes pertence à crença espírita, e os relatos de curas que circulam por lá são atribuições da tradição. O que é fato, e inquestionável, é a escola de 1907 que segue de portas abertas — e é essa parte que a visita celebra.
Como a gente se prepara para a visita
O encontro acontece no ritmo do grupo, que é pequeno por escolha nossa. A gente combina antes: chegada no horário, escuta com atenção, perguntas com gentileza. Não é entrevista, é conversa.
Se você quiser se aprofundar na história da escola antes, leia também o nosso texto sobre o Colégio Allan Kardec e a sua história. E quem quiser saber como foi a edição de julho de 2026 dessa mesma viagem, a gente contou tudo em como foi a Minas espírita em julho de 2026.
Perguntas frequentes
Quem é Alzira Amui?
Alzira Bessa França Amui, sobrinha-neta de Eurípedes Barsanulfo, coordenadora pedagógica da escola que dá continuidade ao legado educacional dele, ligada ao Grupo Espírita Esperança e Caridade. Foi homenageada com o Cartão de Prata pela Câmara de Sacramento em maio de 2025.
O que acontece no encontro com ela na caravana?
É uma visita ao Colégio Allan Kardec, no terceiro dia da expedição, com uma conversa sobre a memória de Eurípedes Barsanulfo. O formato é esse: visita e conversa, no clima de cada dia.
Qual a relação de Alzira Amui com o Colégio Allan Kardec?
Ela é coordenadora pedagógica da escola, que foi fundada por seu tio-bisavô em 1907 e funciona até hoje.
O encontro é aberto a não espíritas?
Sim. A visita ao colégio é aberta a todo o grupo da expedição, espíritas ou não — pedimos apenas escuta respeitosa, como em qualquer visita.
Venha conversar essa história com a gente
O encontro com Alzira Amui é um dos momentos que fazem a expedição Novembro 2026: Minas e Caldas Novas ser única. Veja o roteiro completo na página da expedição e fale com a gente pelo WhatsApp para garantir a sua vaga.
Fontes:
